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Mulher, Alimentação e Agroecologia em debate na Mercur

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Santa Cruz do Sul – As mulheres protagonizaram o debate na Semana de Alimentos Orgânicos da AAVRP/2019 no espaço da Mercur, onde cerca de 100 pessoas se reuniram para discutir a importância da mulher na produção de alimentos e promoção da Agroecologia, em evento chamado pela Articulação de Mulheres em Agroecologia (AMA).

Logo após uma mística cheia de significados, com presença de muita juventude, mulheres, técnicos/as em geral no Lab Social da Mercur, houve o encontro com a professora palestrante Cláudia Petry, da Universidade Passo Fundo. O evento contou ainda com depoimentos de representantes das Entidades que compõe a AMA, como a EFASC e CAPA. Além da oportunidade de compartilharmos experiências, saberes e degustar sabores de alimentos limpos, nutritivos e saudáveis produzidos por agricultores familiares locais.

Em seguida a professora Cláudia Petry destacou o protagonismo das mulheres na história da humanidade. “O ambiente doméstico é o primeiro ambiente onde ocorre a diferenciação dos afazeres femininos e masculinos, mantido pela construção social e históricas de que cabe à mulher a responsabilidade pelos afazeres da casa, pelo preparo da comida, pelo processamento dos alimentos, pelo cuidado com os filhos, doentes e idosos, além de todo processo reprodutivo, como gestação e amamentação, produtivo e comunitário”, finalizou.

Para uma das coordenadoras da AMA, a mestranda em Extensão Rural Marina Tauil, esse evento da das Mulheres na SAO da AAVRP foi considerado um sucesso para a organização, pois “a lógica de nossa sociedade patriarcal e machista, o papel da mulher é reforçado pelo ideário capitalista, pois é benéfico à manutenção de uma sociedade que só visa o lucro, que estes trabalhos não recebam o devido reconhecimento e seja realizado sem gratificação monetária. Assim os trabalhos nos espaços públicos são dominados exclusivamente por homens e requerem um esforço duplo, quando dizer, triplo, das mulheres para ocuparem estes ambientes”, pondera Marina.

Outro ponto destacado no debate foi o que debateu a professora Cristina Vergutz, também da coordenação da AMA: “A invisibilidade da luta das mulheres precisa ser derrubada e o paradigma de que o trabalho reprodutivo não tem valor. Fundamentais para suprir as necessidades vitais dos seres humanos e à manutenção das atividades preeminentes ao processo da vida, as mulheres, como seres humanos, detentoras de direitos, precisam ser vistas de forma igualitária e ter sua dignidade e cidadania respeitada”, enfatiza.

Assim a SAO da AAVRP 2019 vai indo para o seu último dia, nesse 05/06, as 20h onde será feito o fechamento dessas atividades, na sede da EFASC, juntando as entidades da Articulação, para avaliarem as 18 atividades propostas e fazer um balanço final das atividades.

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