APL VRP apresenta proposta para aplicação de recursos da Consulta Popular

apl5

Santa Cruz do Sul – O Arranjo Produtivo Local – Agroindústria e Produção de Alimentos do Vale do Rio Pardo (APL VRP) apresentou na terça-feira, dia 9, a proposta para a aplicação de recursos obtidos na votação da Consulta Popular deste ano. O montante total é de R$ 465.531.68, que deverão ser aplicados num projeto que contemple todos os municípios do Vale do Rio Pardo.
O projeto apresentado à governança tem o objetivo de valorizar a rede de comercialização de alimentos das cooperativas e agroindústrias. Segundo o gestor do APL, Jesus Edemir Rodrigues, a ideia é estruturar a rede para conseguir a competitividade junto ao mercado consumidor.
“O cenário atual aponta uma situação na qual as agroindústrias e cooperativas não consigam ser competitivas o suficiente para atingirem as redes de supermercados, que acabam adquirindo os produtos de fora, em detrimento da agricultura familiar local. Nosso objetivo é organizar essa cadeia e entrar neste mercado consumidor”, destacou.
A proposta apresenta a destinação de R$ 21,4 mil para a montagem de uma estrutura física (sala, com internet e telefone) e sala de reuniões – recursos que seriam a contrapartida da entidade gestora, a Unisc; R$ 212,4 mil para a área técnica (coordenador técnico, assistente técnico e auxiliar administrativo); R$ 109 mil para a implantação de sistema gerencial nos municípios (assistência técnica e computadores); R$ 96 mil para outros investimentos (aquisição de veículo, combustível, refeições e hospedagem e divulgação); e R$ 48,1 mil para outros investimentos (repasses específicos para Herveiras e Encruzilhada do Sul, e municípios do Centro Serra).
Para o coordenador do APL VRP, Sérgio Reis, a proposta vem ao encontro da articulação que vinha sendo feita dentro do arranjo. “Sentimos a necessidade de nos articularmos como região depois de ouvirmos o mercado, que condiciona essa organização”, explicou.

Sem estrutura
Jesus Edemir Rodrigues acrescenta que os agricultores familiares, de forma individual, dificilmente terão a estrutura e acesso para comercialização em grandes mercados. Um exemplo prático tem a ver com a questão logística. “E a necessidade de fomentar e organizar esta rede de produção e comercialização é muito grande. Temos carência disso, sob pena de perdermos uma grande oportunidade de acesso neste mercado, já que atualmente o mercado institucional, que é um grande filão, passa por alguma dificuldade devido à falta de recursos”, observou.
A proposta foi discutida, e inicialmente, acolhida para ser remetida ao Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede) a tempo de ser incluída no Orçamento do Estado para 2017. “Ainda temos tempo para ajustes, o que pode ser feito até janeiro de 2017. Fechamos apenas a proposta para a distribuição de recursos. A sua aplicação ainda poderá ser melhor debatida”, destacou Jesus.