Governança do APL VRP se reúne para discutir compras institucionais

Evento ocorre na próxima terça-feira, dia 1º de dezembro, na Efasc, junto ao Seminário São João Batista, a partir das 9h

LOGO APL

Santa Cruz do Sul – O APL Produção de Alimentos e Agroindústrias do Vale do Rio Pardo tem reunião na próxima terça-feira, dia 1º de dezembro, na Efasc, junto ao Seminário São João Batista, a partir das 9h. Na pauta estão vários assuntos, mas entre os principais está a discussão do Decreto 8473/15 que estabelece os percentuais mínimos de compras institucionais de alimentos a serem adquiridos da agricultura familiar.

Segundo o gestor do APL, Jesus Edemir Rodrigues, trata-se de um assunto muito importante pelo fato da região poder ocupar um espaço de venda de alimentos com garantia de compra, o que é muito importante. “Quando se trabalha na agricultura familiar, sempre existe uma dificuldade em encontrar mercado para a venda de alimentos. Com este decreto, diversas instituições vão ser obrigados a adquirir produtos oriundos da agricultura familiar e é importante que estejamos preparados”, citou Jesus.

Além disso, serão discutidos assuntos referentes ao atual convênio do APL VRP e o novo a ser implantado a partir de 2016 com base nos editais 02 e 03/2015 da AGDI, além do relato da viagem técnica à Itália com partilha dos conhecimentos adquiridos.

Missão gaúcha à Itália conhece sistema europeu de produção de alimentos

Gaúchos conheceram realidade europeia em dez dias de visitas

Grupo visitou propriedades para conhecer realidade de produção na Itália  (Divulgação)

Grupo visitou propriedades para conhecer realidade de produção na Itália
(Divulgação)

 

 

A missão gaúcha retornou da Itália cheia de ideias e com conhecimento do consolidado sistema europeu de produção de alimentos, que está em plena execução no continente. Foram integrantes da missão, o gestor do APL VRP Produção de Alimentos e Agroindústria, Jesus Edemir Rodrigues; o assistente técnico (ATR) de organização econômica do escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Olívio Pedro Faccin; a vice-reitora da UERGS e membra do APL Vale do Taquari, Eliane Maria Kolchinski e a secretária geral na Câmara de Comércio Italiano no Rio Grande do Sul, Janice Tereza Rota, entre outros.

Durante a viagem, o grupo pode conhecer diferentes experiências e empreendimentos, como o consórcio de tutela de vinho Valpolicella, que produz e garante a qualidade dos vinhos dos pequenos produtores; a Confederação das Indústrias da Província de Belluno; a sede do departamento de políticas e cooperação internacional do governo de Vêneto, onde foram discutidas políticas de cooperação e apresentadas as potencialidades agrícolas e econômicas da região; a Expomilão, feira mundial de alimentos que ocorre a cada dez anos, em países diferentes, onde foram visitados os estandes do Brasil, Itália e da empresa de laticínios Granarolo; o Supermercado do Futuro; o Instituto ATA – com a participação num evento relacionado a produção de carne e sustentabilidade; e visita ao Centro de Pesquisa e Inovação, que tem um setor destinado à alimentação que se preocupa desde a nutrição dos animais até a qualidade ambiental, entre outros.

Segundo o gestor do APL, Jesus Edemir Rodrigues, a missão teve uma clara noção a respeito do sistema europeu de produção de alimentos na visita que foi realizada nas propriedades da Itália, em especial a formatação e a produção, bem como a legislação a qual o produto precisa atender. “O produtor precisa estar organizado em forma de consórcio ou cooperativas para conseguir vender a sua produção e sozinho não conseguirá, pois terá que provar a origem e este é o papel do consórcio e da cooperativa”, explica.

A preocupação com a produção de alimentos iniciou há cerca de dez anos no continente europeu, com a crise europeia e foi quando se consolidou o modelo de produção. O agricultor poderá se consorciar ou cooperar a outras organizações, para agregar valor a sua propriedade. Porém, para ter uma certificação de origem, deve ter um projeto de concepção do seu produto e processo de produção. Assim, o agricultor precisa ser um especialista e dominar a produção e, para isso, é necessário se capacitar em todas as etapas da produção de matéria-prima e industrialização. Isso remete e garante a qualidade do produto e a certificação de qualidade.

O preço é determinado pela oferta de produto e pela demanda de produto. O consumidor busca qualidade e assim, tem ciência de que produtos de determinada região são sinônimos de qualidade, pois os mesmos tem uma tutela de qualidade, que é atestada em todo o seu processo.

 

Papéis

Jesus destaca que cada um tem o seu papel bem definido. O ente público subsidia a produção primária. Na Europa, até 60% da produção é subsidiada pelo Governo, o que garante um produto mais barato na mesa dos consumidores. Já as universidades são as responsáveis pela formação e tem o papel de pesquisadoras da origem e história dos produtos e suas respectivas regiões.

Ao produtor, resta o papel de se qualificar e buscar uma especialização na produção de alimentos para que possa se habilitar ao subsídio do Governo e escolher sobre a formatação do seu negócio, se ele vai produzir de forma cooperada ou em consórcio.

Os produtos devem seguir a certificação exigida pela legislação para que esteja apta a ingressar no mercado. O consumidor compra os produtos sem questionar os preços, mas pela relação de confiança estabelecida.

Alguns pontos que chamam atenção na cadeia de produção de alimentos da Itália: os jovens não estão inseridos nas propriedades. Eles estão nos bancos escolares para se qualificar na comercialização e na produção de alimentos. As propriedades são tocadas geralmente pelos patriarcas, que contratam mão de obra dos imigrantes, que trabalham em determinados horários, e ao final do dia retornam aos albergues ondem moram – a moradia e os custos com o transporte são bancados pelo Governo.

Em torno de 35% das propriedades rurais não tem perspectiva de sucessão rural e essa é uma preocupação para as autoridades, que tem uma lei onde o vizinho mais próximo tem a prioridade em adquirir aquela propriedade. Caso contrário, existe o incentivo para as pessoas da cidade que queiram produzir alimentos, desde que se comprometam num projeto de no mínimo 10 anos – caso contrário, terão que devolver o dinheiro que receberam do Governo para financiarem seu negócio.

O modelo de negócio está estabelecido. A produção é vendida por alguém daquela região. Não existe a possibilidade de uma empresa de outra região adquirir a produção para vendê-la. Existem cooperativas formadas por produtores, sendo que estes podem ser duplamente beneficiados. Mediante o beneficiamento da matéria prima da propriedade pela cooperativa – que cobra o seu custo, onde o agricultor mesmo comercializa posteriormente os seus produtos – e participa ainda posteriormente, dos lucros obtidos pela cooperativa.

 

Propriedade

Uma das visitas técnicas da missão ocorreu à Fratelli Taroni, especializada em produção de gado de leite destinado a produção de queijo “Parmeggiano-Reggiano”. Segundo o gestor do APL VRP, Jesus Edemir Rodrigues, a propriedade atua com duas cooperativas. Uma que fornece a alimentação para as 150 vacas do rebanho – das quais 130 são de ordenha.

E a outra que beneficia o leite e devolve em forma de queijo. O produto fica estocado por 18 meses para descanso, antes de ser comercializado. O resultado da venda é dividido em percentuais de 40% para a cooperativa e 60% para o produtor.

Assessoria de Imprensa do APL VRP Produção de Alimentos e Agroindústria

 

 

APL VRP realiza visita ao estande das agroindústrias no Vale do Taquari

Turismate, em Ilópolis, expôs as potencialidades da região vizinha

Gestores dos dois APLs trocaram informações junto aos estandes das agroindústria  (Jacson Miguel Stülp/CaseMKT)

Gestores dos dois APLs trocaram informações junto aos estandes das agroindústria
(Jacson Miguel Stülp/CaseMKT)

Santa Cruz do Sul – O Arranjo Produtivo Local (APL) de Produção de Alimentos e Agroindústria do Vale do Rio Pardo esteve na sexta-feira, dia 13, em Ilópolis, no Vale do Taquari, onde visitou a Turismate. O evento, voltado para o setor da erva mate, contou com um estande das agroindústrias do Vale do Taquari, coordenado pelo APL daquela região.

Segundo o gestor do APL VRP, Jesus Edemir Rodrigues, a ideia da visita foi a de intensificar o relacionamento entre os dois APLs, a fim de buscar um trabalho integrado, bem como de troca de experiências entre as duas regiões.

“Tem muitas coisas que é preciso trabalhar em conjunto como regiões interligadas e estamos buscando uma aproximação para a troca de experiências com os gestores e também as agroindústrias”, destaca Jesus.

 

Agricultura familiar: Avicultura colonial é tema de debate em Santa Cruz

Produtores, agricultores e técnicos participaram de encontro promovido pelo Arranjo Produtivo local (APL) Agroindústria e Produção de Alimentos, junto com a Secretaria Municipal da Agricultura

Avicultura Colonial foi tema de palestra em Santa Cruz (Jacson Miguel Stülp/CaseMKT)

Avicultura Colonial foi tema de palestra em Santa Cruz (Jacson Miguel Stülp/CaseMKT)

Santa Cruz do Sul – Em torno de 40 pessoas, entre produtores, agricultores e técnicos participaram da palestra sobre o tema Avicultura Colonial, realizada na manhã desta quinta-feira, dia 12, em Santa Cruz do Sul. O encontro foi realizado no auditório do Cerest, numa promoção do Arranjo Produtivo local (APL) Agroindústria e Produção de Alimentos, em conjunto com a Secretaria Municipal da Agricultura.

O encontro teve a coordenação do pesquisador da Embrapa de Pelotas, João Pedro Zabaleta, que fez uma exposição de como iniciou a sua atividade na área da avicultura colonial. Ele ressaltou que o projeto iniciou a partir de uma necessidade de determinada comunidade do interior de incrementar a sua produção de alimentos, uma vez que as pessoas estavam passando por problemas de saúde por subnutrição, segundo as atendentes do Posto de Saúde.

Assim, sua ideia era a de introduzir a produção de hortigranjeiros, sendo que um colega da Emater apostou na produção de ovos e frangos. Posteriormente, com esse colega sendo transferido e com os recursos para tocar o projeto de avicultura garantidos, coube a Zabaleta tocar a iniciativa.

Segundo o pesquisador, a Avicultura Colonial tem três eixos: a renda, a diversificação e a sustentabilidade. Uma das vantagens da produção de avicultura colonial é que através dela se obtém renda em pouco tempo – entre cinco a seis meses as galinhas estão produzindo ovos – e a produção é diária. “Com um lote de 150 aves é possível se ter uma renda mensal de um salário mínimo”, citou.

Outras vantagens, segundo o pesquisador é que se trata de um serviço leve e que requer pouco tempo, além de ser exercida por mão de obra familiar, em várias faixas etárias. “Ela é de baixo risco e com difícil frustração, sendo que a família pode encarar isso como mais uma fonte de renda dentro da propriedade”, observou.

No quesito sustentabilidade, Zabaleta assegura que o meio-ambiente não sofre impacto com a produção da avicultura colonial, além de dar aos filhos uma perspectiva de renda e permanência na propriedade. “A própria ração das galinhas pode ser produzida dentro da própria propriedade, com o uso de aipim ou batata doce, entre outros artigos”, garante.

Segundo Zabaleta, a avicultura colonial tem como princípio básico produzir com menor custo. Sendo que na avicultura industrial a ideia é a de produzir mais em menos tempo. “No Brasil ainda temos muito mercado. Dados de 2012 dão conta que o consumo de carne de frango anual é de 45 quilos por pessoa e 165,5 ovos. Sendo que em outros países este consumo é muito maior”.

Legislação
O pesquisador destaca ainda que a legislação protege a avicultura industrial e exclui a agricultura familiar, pois as mesmas leis regem as duas atividades, o que dificulta a expansão da avicultura colonial, em especial no quesito abate e comercialização. Em Pelotas, estas barreiras foram superadas numa parceria com uma cooperativa, a Consulati, que abate em torno de 25 mil frangos por mês.

O ideal é que os produtores iniciem a atividade de aviário no final do verão para pegar a entressafra de ovos, no período entre fevereiro e setembro, no qual também se consegue um preço mais compensador. Geralmente, uma galinha poedeira tem vida produtiva de 80 semanas, quando se renova o lote.

Além de Santa Cruz do Sul, as palestras ainda foram realizadas em Vale do Sol, Candelária, Ibarama e Boqueirão do Leão. Segundo o gestor do APL Vale do Rio Pardo, Jesus Edemir Rodrigues, os eventos são uma forma de debate para estimular alternativas de renda à produção de alimentos na região.

 

APL busca fomentar a Avicultura Colonial no VRP

Encontros ocorrerão em Boqueirão do Leão, Ibarama, Candelária, Santa Cruz do Sul e Vale do Sol

Santa Cruz do Sul – O Arranjo Produtivo Local (APL) Agroindústria e Produção de Alimentos do Vale do Rio Pardo, promove nesta semana, encontros com lideranças municipais, empresas e agricultores familiares para discutir a possibilidade de fomentar a Avicultura Colonial (corte e produção de ovos) na região. As palestras serão proferidas pelo pesquisador em Avicultura Colonial pela Embrapa Clima Temperado, João Pedro Zabaleta.

Segundo o pesquisador, os encontros têm o intuito de apresentar a avicultura como um auxílio de renda para os agricultores. “A região do Vale do Rio Pardo possui características viáveis para a avicultura, e acreditamos que esta produção intensificará a venda desses produtos na região”, ressalta Zabaleta.

Os encontros iniciam nesta terça-feira, dia 10, em Boqueirão do Leão, no Auditório da Prefeitura, das 14h às 17h. Na quarta-feira, dia 11, de manhã, a palestra será na Sala de reuniões da Emater em Ibarama, com início às 9h e término às 12h, e na parte da tarde, em Candelária, das 14h às 17h. Já no dia 12, o assunto será discutido em Santa Cruz do Sul, no Auditório do Cerest, das 9h às 12h, e à tarde, na Câmara de Vereadores de Vale do Sol, no período das 14h às 17h.