EXPOAGRO fecha com bons negócios

Os três dias Expoagro Afubra, realizada de 25 a 27 de março, em Rincão Del Rey, Rio Pardo, e encaminhados para fechamento após a feira, superaram as expectativas dos organizadores e dos expositores. No setor de agroindústrias, com 150 expositores, 20 a mais do que na edição de 2013, houve movimentação financeira de R$ 501.680.

Segundo Jocimar Rabioli, assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), houve um incremento no número de expositores em relação à edição passada, quando estas, num total de 130, contabilizaram vendas de R$ 420 mil.

Nos bancos, o volume de negócios foi positivo, com um volume de R$ 40,904 milhões. Nestes números não estão contabilizadas as vendas das exposições de animais.

No Banrisul foram protocoladas mais de 100 propostas, com valor de R$ 3,5 milhões. A expectativa é que 75% dos negócios se concretizem. A novidade do Banrisul para a Expoagro 2014 foi o Programa Mais Leite de Qualidade, do governo do Rio Grande do Sul. “Amarramos aqui na Expoagro um negócio com a Languiru para financiar 200 produtores de leite, o que elevará os números para mais do que os R$ 3,5 milhões já encaminhados”, explicou Décio Arruda.

No Sicredi, conforme o assessor Administrativo, César Augusto Schmidt, foram feitas 289 operações com um volume de R$ 15,404 milhões. A maioria das operações foi para a aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Porém, os números são extra-oficiais e o banco fará fechamento total nesta sexta-feira. Os volumes de negócios desta feira superaram os do ano passado, que somaram 211 operações e R$ 9,690 milhões.

No Banco do Brasil, segundo o gerente de relacionamento da agência da Afubra, Sérgio Silveira, foram 450 operações que somaram R$ 22 milhões. Porém, os números também são extra-oficiais porque o banco ainda está fazendo o fechamento das operações. A grande maioria delas está voltada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

No ambulatório da Unimed, o movimento foi considerado tranquilo pelo médico Sandro Hansel. Foram 113 atendimentos e 50 aferições de pressão arterial, sendo, na grande parte dos atendimentos, casos simples. A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros também estiveram presentes no parque durante toda a feira e não tiveram nenhuma ocorrência registrada.

 

Coordenadoria de Imprensa – Expoagro Afubra 2014
Jornalista Cristina Severgnini
Reg. MTb/RS 9.231
Edemar Etges

Municípios aderem ao Susaf para fomentar a agroindústria familiar

Nos municípios de Rio Pardo e Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, as agroindústrias familiares poderão contar com mais uma ferramenta para seu desenvolvimento. Na manhã de quinta-feira, 27, os prefeitos Fernando Schwanke e Rosane Petry formalizaram o pedido de adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), em cerimônia realizada no espaço Caminhos da Legalização, durante a Expoagro Afubra 2014.

A participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) junto ao estande organizado pelo Arranjo Produtivo Local (APL) das Agroindústrias Familiares do Vale do Rio Pardo, possibilitou o pedido de adesão ao Susaf, que equivale ao Sistema de Inspeção Municipal (SIM), por parte das prefeituras.

Com a participação no programa, os empreendedores poderão comercializar a produção em todo o território gaúcho, após inspeção dos produtos de origem animal. Para Schwnake, prefeito de Rio Pardo, a adesão vai proporcionar novas alternativas de mercado. Hoje as peças são comercializadas apenas entre os habitantes. Ele reforça a necessidade de trabalhar as questões burocráticas e de quebrar paradigmas para que a oferta possa ocorrer além dos limites municipais.

De Vera Cruz, a prefeita Rosane salientou a importância da medida, que vem ao encontro dos pequenos e médios produtores rurais. Em seu discurso destacou a participação no programa como um avanço para a agricultura do município. Por isso, espera que a gestão, junto com o meio rural, se empenhe ao máximo para colher os melhores frutos da parceria.

Conforme o diretor da Seapa e coordenador do Programa de Adesão ao Susaf, Luiz Fernando Dalcin, 185 municípios já realizaram a adesão, além de Vera Cruz e Rio Pardo. Ao participar é necessário enviar documentação aos fiscais da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) para auditoria.

A homologação, por sua vez, ocorre se tudo estiver de acordo com a legislação. Até o momento, São José do Sul e Salvador do Sul já foram reconhecidos oficialmente. Para os 40 primeiros municípios que tiverem seus processos homologados, o Estado garante o repasse de um kit composto de veículo, computador e materiais de inspeção, cujo valor pode chegar a R$ 50 mil.

O gestor executivo do APL VRP, Jesus Edemir Rodrigues, avalia que o espaço também serviu de integração entre os órgãos envolvidos no processo de legalização das agroindústrias familiares. “Com isso foi possível socializar os procedimentos que cada legislação exige para autorizar o funcionamento das diferentes atividades de agroindústria familiar da região”, afirma.

 

Coordenadoria de Imprensa – Expoagro Afubra 2014
Jornalista Heloísa Poll
Reg. MTb. 16224

Pela sustentabilidade das agroindústrias da região

A sustentabilidade econômica dos empreendimentos agroindustriais foi o tema de discussão do seminário Agroindústria Familiar – Linhas de Financiamento – Investimento, custeio e capital de giro, realizado nesta quarta-feira, dia 26, no Parque da Expoagro Afubra. Promovido pelos gestores e governança do Arranjo Produtivo Local (APL) Vale do Rio Pardo, o evento contou com a presença do delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marcos Carlos Regelin; da diretora adjunta do Departamento de Agroindústria Familiar, Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), Joice Ritter Timm; e do diretor de Produção e Inovação da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Sérgio Kapron.

Em debate mediado pelo assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Airton Hoscheidt, foram apresentadas as possibilidades de custeio para a implantação e profissionalização das agroindústrias. Marcos Carlos Regelin falou sobre o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e as formas de acesso a financiamentos para investimentos em infraestrutura, equipamentos e adequações dos empreendimentos rurais. Porém, ele lembrou dos entraves para a comercialização, que são a falta de regularização do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e ao Sistema Unificado de Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf). “As feiras devem servira para divulgar os produtos e não como única forma de vender a produção”, disse.

Por sua vez, Joice Ritter Timm falou sobre o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Fepaer), que possui linhas de financiamento da SDR para potencializar as agroindústrias familiares. Ela falou sobre as exigências e formas de acesso. O manual operativo do Feaper pode ser baixado pela internet, no endereço www.sdr.rs.gov.br/upload/20130717161731manual_operativo_feaper_2013___versao_final_compilada.pdf.

E Sérgio Kapron comentou que o papel da AGDI é apoiar a estruturação e coordenação dos APLs. A política pública faz parte da ação estadual de fomento à economia de cooperação, incentivando o desenvolvimento local e sustentável sintonizado com o desenvolvimento do Estado e do País. Ele também divulgou a próxima chamada pública para projetos de instituição de APLs, que deverá ser anunciada em breve. A gestão e governança dos APLs é custeada pelo FundoAPL, fundo público criado para execução de projetos coletivos, cooperados ou que beneficiem as empresas dos APLs.

CASE DE ENCANTADO – O seminário teve ainda a presença do secretário municipal da Agricultura de Encantado/RS, André Boeri, que falou sobre o Programa de Incentivo às Agroindústrias. Instituída pela prefeitura, a ação buscou incentivar e agregar valor à produção colonial, dentro dos objetivos de incrementar a produção, elevar a produtividade e melhorar as condições de vida das pessoas. A prefeitura financia a 50% do investimento, além de dar apoio em obras de estradas e de infraestrutura básica. A evolução, na opinião do secretário da Agricultura, já é visível. “Três anos atrás tínhamos duas agroindústrias legalizadas e agora o número é de 18 empreendimentos”, contou.


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Jornalista Cristina Severgnini
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Caminhos da Legalização orienta sobre a implantação e formalização de agroindústrias

Enquanto as agroindústrias familiares surgem como opção para agregar renda à propriedade agrícola, entidades trabalham para regularizar suas atividades. Na Expoagro Afubra 2014, o estande Caminhos da Legalização, novidade no evento, busca informar e esclarecer os produtores sobre o tema.

Organizado pelo Arranjo Produtivo Local (APL) das Agroindústrias Familiares do Vale do Rio Pardo, o espaço reúne órgãos que deliberam licenciamentos para as empresas. Emater/RS-Ascar, Núcleo de Extensão Produtivo e Inovação (Nepi), Secretaria da Fazenda do estado do Rio Grande do Sul (Sefaz), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria do Meio Ambiente de Rio Pardo, entidades envolvidas no APL Agroindústrias, marcam presença no evento.

De acordo com o gestor executivo do APL Jesus Edemir Rodrigues, nos dois primeiros dias da feira a recepção do público foi positiva. Apesar disso, para a próxima edição a intenção é modificar a estratégia com o intuito de atrair mais visitantes. A integração entre os órgãos envolvidos foi outro ponto favorável da ação, afirma. No cenário atual, 45% das agroindústrias familiares do APL estão legalizadas e 10% se encontram em processo de legalização.

 

Coordenadoria de Imprensa – Expoagro Afubra 2014
Jornalista Heloísa Poll
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Painel destaca importância da agricultura familiar para a alimentação mundial

O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) foi debatido durante a tarde de quinta-feira, 27, no auditório do parque de exposições da Expoagro Afubra 2014. Na ocasião palestrou o engenheiro agrônomo Alan Jorge Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, numa realização da Gazeta Grupo de Comunicações, com apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag).

A explanação, organizada pelo editor da Editora Gazeta, Romar Beling, contou ainda com a participação de Heitor Petry, representando a Afubra, e Geraldo Back, da Fetag. Em seus pronunciamentos, ambos destacaram a importância da busca de novas alternativas para agricultores e a difusão de conhecimento como forma de colocá-las em prática.
Antes de apontar alguns aspectos de trabalho do AIAF, o palestrante Alan Bojanic apresentou dados da organização. Com atividades há 60 anos, a FAO desenvolve ações em mais de 100 países, principalmente no continente africano, onde o problema de insegurança alimentar revela índices alarmantes.

No cenário atual, 848 milhões de pessoas se encontram em situação de insegurança alimentar em todo o mundo. De acordo com Bojanic, os números apontam a necessidade de um trabalho ainda mais pontual e efetivo. Para tanto, os governos federais, estaduais e municipais são convidados a auxiliar na busca de soluções e na criação de políticas públicas que possibilitem mudanças de realidade.

Ao longo dos anos, em especial no de 2014, a FAO pretende trabalhar a gestão do conhecimento técnico, o fomento de políticas públicas e o desenvolvimento rural, entre outros. “Nós temos o desafio de alimentar o mundo, por isso precisamos encontrar saídas para produzir mais alimentos”, afirma Bojanic.

A importância da agricultura familiar, e a aposta no seu potencial, foi o grande propósito da FAO para a escolha do tema. Outros fatores para dar atenção ao tema são o seu vínculo à segurança familiar; a preservação de culturas e alimentos tradicionais; contribuição para alimentação balanceada; proteção da agrobiodiversidade; e o uso sustentável dos recursos naturais.

De acordo com Bojanic, investir na agricultura familiar é uma oportunidade para impulsionar as economias locais. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela representa 77% dos empregos no setor agrícola, produz mais de 70% dos alimentos consumidos pelo povo brasileiro e responde por 84,4% dos estabelecimentos rurais.
Espera-se reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover um desenvolvimento mais equitativo e ambientalmente equilibrado.

Por meio do AIAF, a FAO pretende apoiar a formulação de políticas que promovam a agricultura familiar sustentável; aumentar o conhecimento, a comunicação e a conscientização pública; obter melhor entendimento das necessidades, potenciais e restrições da agricultura familiar; e criar sinergias para a sustentabilidade. Facilitar a implantação das atividades e ações referentes ao AIAF é o papel que a FAO espera desenvolver com êxito.

 

Coordenadoria de Imprensa – Expoagro Afubra 2014
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Mandioca pode ser usada de forma integral na alimentação animal

A mandioca pode ser utilizada de forma integral na alimentação animal. O amido contido na raiz é uma fonte de energia, enquanto a parte aérea ou folhagem (caule e folhas) é rica em proteína e fibra.

Conforme o professor e zootecnista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Harold Ospina Patiño, todas as variedades de tipo integral (amargas ou doces) e de consumo humano podem ser utilizadas na alimentação animal. “Contudo, é necessário processá-las”, orienta.

Coordenadoria de Imprensa – Expoagro Afubra 2014
Edemar Etges

Vitivinicultura como diversificação

Em sua primeira participação na Expoagro Afubra, a Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS) apresenta o cultivo de uvas como uma alternativa na agricultura familiar.No parreiral demonstrativo, os visitantes podem conhecer as técnicas mais recomendadas para o início da produção de uva, desde a escolha da área, preparo do solo, estrutura e, principalmente, o cuidado na seleção das variedades mais adequadas à região e a aquisição de material vegetativo (porta-enxertos, gemas e mudas) de qualidade – fatores determinantes para o sucesso e a longevidade da produção.

Também são apresentadas as cultivares indicadas para a região, como a Niágara Rosada e a Isabel Precoce, e as cultivares desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético da Embrapa Uva e Vinho, como ‘BRS Violeta’, ‘BRS Carmem’ e ‘BRS Magna’. Além das informações repassadas pelos técnicos, os visitantes tem à disposição publicações com informações técnicas.

 

Assessoria Embrapa

Variedades de pêssego são novidades da pesquisa para incremento da propriedade

A Embrapa Clima Temperado trabalha com pesquisas que permitem a diversificação de culturas como alternativas ao fumo. Dentre as pesquisas, está a fruticultura, que propicia uma alternativa de aumentar a produtividade e a rentabilidade. Na Expoagro Afubra 2014, além das frutas do Projeto Quintais Orgânicos das Frutas, irão duas variedades de pêssego: a BRS Regalo e a BRS Fascínio.

BRS Regalo
Com flores que começam a nascer em meados de agosto, o pessegueiro da cultivar BRS Regalo tem sua colheita nas primeiras semanas de dezembro. Os frutos tem uma clara cor vermelha, uma polpa branca esverdeada e um sabor bem doce. E além dessas características que agradam o consumidor, o fruto ainda apresenta uma principal aos fruticultores: estabilidade de produção. Tem boa adaptação para áreas com acúmulo de frio, com ênfase para o Estado gaúcho e para regiões com clima subtropical. Onde houver baixo acúmulo de frio, é necessária a quebra de dormência. Os frutos podem chegar a pesar 130 gramas e a média de produção é de 40kg/planta.

BRS Fascínio
Alta produtividade, sabor doce e frutos grandes são as características que fazem o pêssego BRS Fascínio chamar a atenção dos consumidores. A firmeza do fruto, baixa acidez e sua alta produtividade e sua boa adaptação ao clima gaúcho o faz conquistar o mercado da fruticultura. Essa cultivar de pêssego é indicada ao consumo in natura, tem a cor vermelho marmorizado, com uma polpa branca esverdeada e caroço aderente. Sua floração começa em meados do mês de agosto, com colheita prevista, no solo gaúcho, para o final de novembro ou início de dezembro.

Durante a fase de validação, a produção em plantas adultas chegou a cerca de 90kg/planta. A BRS Fascínio adapta-se bem em regiões com 200 a 300 horas de frio hibernal, caso não se tenha esta condição, será necessário tratamento químico para a superação da dormência. Os frutos são tão grandes, que podem pesar até 300 gramas. A polpa não fundente, ou seja, a firmeza do fruto, vem a atender atributos que interessam ao transporte e manuseio ao satisfazer agricultores.

 

Redação:

Ariadne Siqueira/ Embrapa Clima Temperado

Avicultura traz proposta de alimentos diferenciados e inclusão social

A Avicultura Colonial é uma atividade que possibilita a diversificação e qualificação da produção na agricultura familiar, assim como a oferta de alimentos diferenciados e a inclusão social, que fazem parte das áreas de atuação da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas/RS e que será apresentada na Expoagro Afubra 2014. Além de informações sobre o desenvolvimento do projeto, vai contar com a classificadora de ovos com inspeção municipal.

O projeto de Avicultura Colonial busca o incremento na renda dos agricultores familiares em uma perspectiva na linha da Sustentabilidade em relação a economia, o ambiente e o social.
O programa utiliza rações formuladas tecnicamente ao manejo colonial, contendo farinha de batata-doce, transformando resíduos sem valor comercial em produtos de alto valor agregado, como ovos, carnes e o próprio frango colonial, sendo uma atividade simples e de fácil trato, podendo ser realizada pelos membros da família como crianças e também os idosos.

Neste sistema as aves são criadas com acesso em piquetes com pastagens, água e sombra, onde possam se exercitarem e diversificarem sua alimentação, ao proporcionar uma estimulação ao seu sistema imunológico. Essa estratégia alimentar faz com que se diminua o uso de medicação, onde a alimentação oferecida às aves, de origem vegetal, não utiliza resíduos animais.

Este sistema permite que o agricultor familiar possa ingressar na avicultura aumentando sua renda na propriedade durante o ano. “O incremento de retorno econômico pode ser variável, mas a renda vai depender das condições e desempenho do lote de aves”, considera o pesquisador João Pedro Zabaleta. Ele fala que a criação de aves pode ser iniciada com o número de 30 exemplares. O custo médio para investir na atividade pode girar em torno de 1.400 reais. “Quem quiser inserir-se no sistema de poedeiras, com 300 aves, o custo deve ficar em torno de 8 mil reais”, avalia.

Atuam em parceria o Instituto Tecnológico do Sul (IFSul/CAVG), agricultores e associações, Escola Técnica Estadual de Canguçú (ETEC), Expoagro-Rio Pardo, Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), Premix Sul Nutrição e colaboradores voluntários, entre outros.

 

Redação:
Laco Afonso/Embrapa Clima Temperado

Melhoramento Genético da Batata

A Embrapa Clima Temperado, em Pelotas/RS, leva 10 variedades de batatas à Expoagro Afubra, sendo cultivares doces e inglesas. A Unidade trabalha com o programa de melhoramento genético da cultura da batata inglesa há mais de 60 anos. Nesta edição do evento, haverá ainda a apresentação da BRSIPR Bel, variedade desenvolvida para a indústria da batata chips ou batata-palha.

Batatas Inglesas
Dentre as variedades de batata inglesa estão a BRS Baronesa e a Macaca, as cultivares mais antigas e mais comuns entre os produtores. Entretanto, somente a idade e popularidades que as batatas compartilham: suas características de produção, morfologia e aptidão de consumo são bem diferentes. A BRS Baronesa possui alto rendimento, dormência curta, cor da pele rosa e polpa amarela, tendo melhor aptidão ao cozimento de saladas e pratos afins. Já a Macaca possui cor de pele vermelha e polpa branca, rendimento médio, curto período de dormência, sendo melhor especialmente para o cozimento de purê.

Há também as variedades BRS Ana, BRS Eliza e BRS Clara, todas com alto rendimento, dormência média e, com exceção da BRS Clara, que é ideal para elaboração de saladas, as restantes são boas para o cozimento de purê.

A BRSIPR Bel, entretanto, é novidade na cultura das batatas. Ela é desenvolvida para a indústria de processamento e, já é, cultivada na região de Cristal e São Lourenço do Sul/RS. Ela possui mais matéria seca, cerca de 19 a 21% em comparação as outras cultivares que dá o aspecto crocante, e pouco açúcar, que não permite o escurecimento da cultivar, sendo ideal para a indústria de batata-palha e batata chips.

Batatas-doce
Três variedades de batatas-doce serão apresentadas. A BRS Amélia, que salienta-se pela grande aceitação entre os consumidores, devido ao sabor e cor de polpa. A BRS Cuia, que é muito produtiva, superando as médias nacionais e a rio-grandense em produção, a variedade é excelente para consumo doméstico e, devido ao tamanho, tem boa aceitação ao processo industrial.

A outra cultivar que será levada é a BRS Rubissol, que destaca-se pela expressiva produtividade, pela boa uniformidade e pela aparência, é uma cultivar muito doce e com textura farinhenta, após cozida ou assada.

 

Redação:
Ariadne Siqueira/Embrapa Clima Temperado